Voz surda: Ah, voltaste...
DM: Porque não haveria de voltar?
Voz surda: Bem, num post em que falas de responsabilidade, pareceu-me bem lembrar-te que faz algum tempo que não escreves aqui...
DM: Escrevo quando tenho um assunto de interesse que queira partilhar, e que o mesmo sirva de exemplo de reflexão... Para notícias têm a coluna do lado!
Voz surda: Então diz lá, vais falar de algo que todas as pessoas têm de ter, o que tem isso de novo?
DM: Pois, disseste bem mas, deixa-me perguntar, num rápido e atento olhar para o mundo, não te apercebes da quantidade de seguidores do "culto da irresponsabilidade", ou "do deixa andar" e ainda "do quero lá saber"? Vejo alguma necessidade e urgência em falar deste valor!
Voz surda: Então, mas isso é com cada um, tu sabes da tua e eu da minha!
DM: Ora aí é que pagas pelo que dizes!! Diante do outro, ser humano tal e qual como eu e, ao mesmo tempo, totalmente diferente, sou imediatamente responsável por tudo o que lhe faço e deixo de fazer, e ainda por ele, pelo que sofre, da sua miséria; Sou chamado, sou «pro-vocado» (como que por vocação) e, deste ponto de vista, o meu projecto como sujeito livre e autónomo mete-me em causa...
Voz surda: Hum, isso é mesmo o quê?
DM: Quero que penses... Que procures significado no ser responsável como uma adesão a um estilo de vida onde o desinteresse pelo outro passe a interesse, e a recusa ao seu acolhimento.
Voz surda: Não podias ter dito logo isso?
DM: Não, tens de perceber porque o fazes... não é só porque fica bonito, mas porque é da tua responsabilidade fazê-lo!
Voz surda: Então não sou só responsável pelos meus actos, mas também pelas dos outros e pelo que me é confiado?
DM: Exactamente! És ainda responsável pelo que cativas, umas vez que a responsabilidade começa antes do agires, durante e depois, tens de ser racional, prever as consequências e assumi-las. Esta fusão de liberdade e responsabilidade vão-te dizer se és ou não digno/a...
Voz surda: Pow, então é mesmo importante! :O
DM: Parece-me que tenho o meu post terminado, então! :)
P.S. Foto - eu, tu e o outro

Nunca te esqueças... és responsável por aquilo que cativas!
ResponderEliminarAmu.Tu
Parabéns pelo blog, foi uma excelente ideia. muito criativo; uma nova forma de reflectir ;)
ResponderEliminarSim, nossas imagens tem alguma semelhança visto que são silhuetas.
ResponderEliminarMas... há uma diferênça muito significativa: a minha é de uma árvore morta e a sua tem vida.
Seu diálogo me intriga, mas entro para fazer parte e permaneço mais um pouco para dar comida aos seus peixinhos. :))
Bjs
"ser racional, prever as consequências e assumi-las. Concordo.
ResponderEliminarVejo a foto em duas versões, e em ambas são três elementos.Ilusão de óptica?
Bj
Mas que “responsabilidade” comentar tal diálogo.
ResponderEliminarÁs vezes deixas-me com a minha “voz surda” só de te ler.
Basta dizer que és, só por ti, um “exemplo de reflexão”. Pelo que reflectes, pelo que fazes reflectir. E resta dizer: Parabéns! (e continua…)
“Cativaste-me”!
Amizade? O que é a amizade? Ponho em pausa a minha noção de amizade. É admiração. As pessoas que mais admiro do meu mundo orbital.
ResponderEliminarSim, parabéns por este canto de reflexão a três, ou a dois, a um. Eis o ego, o eu, e o outro, que o ego e o eu são o mesmo, não será um latim e o outro português. Tenho uma pessoa que lhe iria fazer muito bem ler isto. A nossa responsabilidade passa por saber existir, com os outros. Respeitar os outros, somente na jogada que os outros nos respeitem a nós, é, irrevogavelmente, uma troca mútua.
Paraxos enfim, sociais, desessênciais talvez.
Tenho uma frase parecida, disto "[...]procures significado no ser responsável como uma adesão a um estilo de vida onde o desinteresse pelo outro passe a interesse, e a recusa ao seu acolhimento."; dizendo: "Aceitemos por fim, que os outros terão de nos ser tão desnecessários como necessários a eles lhes fomos."
Parabéns por este espaço, às vezes é pena não podermos comunicá-los directamente às pessoas - as nossas reflexões - sob a pena de serem desvalorizadas e descompreendidas.
EU:
ResponderEliminar"Faça sua ausência ser suficientemente forte para que alguém sinta sua falta... Mas cuide para que essa ausência não se torne longa, ao ponto de esse alguém descobrir que pode viver sem você".
Alexandre Dumas falou por mim.
Bjs